Investimentos e oportunidades em autoprodução de energia
O ciclo de investimentos em geração de energia elétrica para consumo próprio no Grupo Votorantim precede a criação da empresa, que teve início em 1918. A Usina do Pilar (3MW instalados) – atual PCH Votorantim – inaugurada em 1912, fornecia energia para a fábrica de cimentos e aglomerados Rodovalho, uma das empresas dirigidas por Antonio Pereira Ignácio, que assumiu, em 1918, a Sociedade Anonyma Fábrica Votorantim, dando início ao Grupo Votorantim.
A companhia passou por um forte ciclo de expansão com a entrada em operação da primeira usina do complexo Juquiá (SP), nos anos 1950, em um processo que continuou até os anos 1990. Com a mudança nas regras para investimentos em geração, o Grupo retomou os investimentos no setor participando dos leilões de grandes usinas a partir do ano 2000.
A Votorantim Energia (VE) foi constituída em 1996, como parte da reorganização do modelo de gestão do Grupo Votorantim. Os principais objetivos de sua criação foram possibilitar a participação da Votorantim na privatização do setor elétrico (geração e distribuição) e a centralização da gestão dos insumos energéticos do Grupo, um dos maiores consumidores de energia elétrica do país, com atividades predominantemente eletro-intensivas.
Em 1997, a Votorantim formou uma sociedade com Bradesco e Camargo Corrêa, criando a VBC Energia (VBC), empresa com participação relevante da VBC na CPFL Energia. Após a oferta pública inicial de ações (IPO) da CPFL Energia em 2004 e aquisição da parcela do Bradesco, em conjunto com a Camargo Corrêa, em 2006, o Grupo Votorantim alienou a totalidade de suas ações à Camargo Corrêa, no início de 2009, fechando este ciclo de investimento.
Com o passar do tempo, ficou clara a missão da VE de garantir o suprimento de energia e gás natural às unidades fabris ao preço mais competitivo possível e em níveis de riscos adequados. Seja por meio de geração própria ou compra de energia no mercado, a VE atua de acordo com um plano de suprimento pautado no longo prazo, além de aplicar medidas no sentido da constante busca da eficiência no seu uso, contribuindo para a geração de valor ao Grupo por meio da redução do consumo e de despesas.
A VE também é responsável pela gestão da Santa Cruz Geração, composta por três pequenas centrais hidrelétricas (PCH), cuja energia é destinada ao serviço público.
Em junho de 2000 foi constituída a Votorantim Comercializadora de Energia (Votener), com o objetivo de negociar energia elétrica no mercado livre, vendendo eventuais excedentes de energia (clearing) e aproveitando oportunidades de compra no mercado. Atualmente, a Votener é uma das maiores comercializadoras de energia do País.
Em 2005, a VE passou a estudar com profundidade as particularidades do gás natural e respectivo mercado, assumindo, em 2007, a gestão deste combustível no Grupo, atuando em negociações corporativas para a aquisição deste insumo.
Dessa forma, a postura estratégica da VE com relação aos insumos energéticos foi consolidada por meio do amparo ao aumento da demanda proveniente do crescimento das operações industriais, mesmo em cenários de incerteza de preço e, eventualmente, de oferta de energia, em um ambiente setorial altamente complexo e regulado.
Sustentabilidade
As 33 usinas hidrelétricas do Grupo Votorantim adotam tecnologias modernas de controle ambiental e a empresa investe fortemente em ações para melhorar os processos e proteger os recursos naturais. Além disso, todas as usinas do Grupo Votorantim passam por rigorosos controles das operações e auditorias periódicas, realizadas por órgãos independentes. Com o apoio do Instituto Votorantim, a VE desenvolve programas de incentivo à educação e formação profissional de jovens, geração de renda, educação continuada, proteção ao meio ambiente e acesso à cultura.
Projetos
Para minimizar os impactos de custo de energia sobre as unidades fabris, o Grupo Votorantim investiu continuamente em projetos que ampliaram a capacidade de geração. Em 2010, entraram em operação as usinas de Salto Pilão (182 MW), em Santa Catarina, e Salto do Rio Verdinho (93 MW), em Goiás.
O Grupo Votorantim tem, ainda, um portfólio de concessões de usinas hidrelétricas em carteira, em fase de licenciamento ambiental, que somam 419 MW de potência instalada e 237 MW médios de energia assegurada. Além disso, a Votorantim Energia continua sua busca por oportunidades competitivas e sustentáveis em geração de energia. Entre os projetos em pauta, há estudos de viabilidade em curso de centrais térmicas, fontes alternativas como eólicas e biomassa (cana de açúcar, eucalipto), além de projetos de cogeração.
Destaques da VE
- Administra 8,2% do consumo industrial e 3,6% do consumo total do Brasil (dados de 2010).
- 33 usinas hidrelétricas e 5 centrais de cogeração.
- 2.600 MW de capacidade instalada .
- Autoprodução: representa 68% do consumo do Grupo, com 80% destinada para área de metais.
- Gestão de suprimento de mais de 1,5 milhões de m3 de gás natural por dia – 5,7% do consumo industrial total do País.
- 425 funcionários (área corporativa e usinas próprias).
Usinas em operação – Grupo Votorantim
- Complexo Juquiá: França, Fumaça, Barra, Porto Raso, Alecrim, Serraria, Salto do Iporanga (SP)
- Complexo Sorocaba: Itupararanga, Jurupará, Santa Helena e Votorantim (SP)
- Complexo Paranapanema: Pirajú e Ourinhos (SP)
- Salto do Rio Verdinho (GO)
- Picada (MG)
- Sobragi (MG)
- Santa Cruz (PR), Santana, São João e Monte Alto (MG)
- Pedra do Cavalo (BA)
Usinas em operação - Consórcios
- Igarapava, Amador Aguiar I e II (MG);
- Canoas I e Canoas II (SP);
- Barra Grande, Machadinho, Campos Novos e Salto Pilão (SC);
Usinas em operação – Serviço Público
- Paranapanema, Boa Vista e Rio Novo (SP)
Cogeração
- Jacareí (SP)
- Três Lagoas (MS)
- Barra do Riacho (ES)
-
Catanduva (SP)
- Niquelândia (GO)
¹ Considera 100% das plantas de cogeração da Fibria, cuja gestão de energéticos das unidades Aracruz passou a ser feita pela VE em 2011.